Eu sou asmática e quis compartilhar com vocês. Tive algumas dificuldades para dormir, mas qual grávida que não tem? Mas a gravidez foi até normal, tive pneumonia e tive que ficar internada, mas apesar desses dias de molho, trabalhei até o último dia sem maiores problemas, hoje ainda sofro um pouco com o refluxo, mas está controlado e eu quase não tomo o remédio mais, só tive que adiantar um pouco o parto, minha filha nasceu prematura mas nasceu saudável e nem precisou ficar na incubadora, mamou muito, pegou o meu peito de primeira, eu tive muito leite e só parei de amamenta-la depois dos 2 anos porque precisei fazer a mamografia e precisava de pelo menos 2 meses sem amamentar, e depois disso, mesmo eu ainda tendo leite, ela mesma não quis mais. Minha filha é saudável, um pouco abaixo, mas está se desenvolvendo muito bem, vai ser alta e magra, como eu fui até os meus 30 e alguns anos, rsrsrs... pesquisei e achei essa matéria para vocês tirarem as dúvidas, e se tiverem mais, eu meio que me "especializei" no assunto.
Mesmo para mulheres sem qualquer problema de saúde, a gravidez é um momento delicado, que gera ansiedade e apreensão. Na gestante asmática, além desses sentimentos, surge o medo de que doença piore nessa fase e que os medicamentos prejudiquem o desenvolvimento da criança.
Mas a verdade é que asma não é uma ameaça à gravidez. Um terço das asmáticas afirma apresentar melhora dos sintomas, com menos crises; outro um terço não fica melhor nem pior, mantendo-se na mesma situação anterior à gravidez; o restante apresenta piora dos sintomas. Porém, com acompanhamento médico e um tratamento preventivo, isso pode ser evitado.
Alguns fatores contribuem de forma positiva na gestação, como o aumento de progesterona e cortisol. O primeiro tem propriedades broncodilatadoras, o que ameniza os sintomas da doença; o segundo protege as vias respiratórias contra inflamações provocadas por alérgenos.
Durante a gravidez é normal a gestante se sentir cansada e desconfortável, a última coisa que ela precisa é uma crise de asma.
Ao se colocarem na balança os benefícios e os prejuízos dos medicamentos, o tratamento da grávida asmática é sempre recomendado, desde que orientada pelo médico, pois deixar a doença sem controle pode agravar o problema, exigindo internações de emergência.
Os remédios no período gestacional são os já utilizados pela paciente: broncodilatadores, corticoesteroides e antibióticos, que não acarretam problemas de malformação congênita ao bebê.
Veja alguns cuidados essenciais para uma gravidez tranquila:
- O cigarro é prejudicial à saúde de qualquer pessoa. Mas no caso de uma asmática grávida é pior ainda. Portanto, deixe de fumar.
- Estabeleça ainda mais uma relação de confiança com seu médico especialista e siga corretamente suas recomendações. Se possível, promova o entrosamento dele com o seu obstetra, para que não haja divergências no tratamento.
- Jamais se medique por conta própria. Só o seu médico sabe quais os remédios seguros para o controle das crises de asma e suas dosagens corretas.
- Leve sempre com você a medicação recomendada, para o caso de uma crise. Se não sentir alívio imediato, fale imediatamente com seu médico e siga suas orientações.
- Além da asma, trate a rinite, o refluxo gástrico e outras doenças relacionadas à asma.
- Mantenha um registro do quadro da doença durante a gravidez, informando periodicamente seu médico sobre sua condição
Não é preciso ter medo de engravidar. Com o tratamento preventivo e um bom acompanhamento médico, nem a asmática nem o bebê terão grandes problemas durante esse período.
Fonte: www.chegadeasma.com.br
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