3 de fev. de 2013

Queimaduras. Como prevenir?

Queimaduras. Como prevenir?

Por Denise Carceroni
 
A maioria dos casos de queimadura ocorrem na cozinha. É um dos acidentes com tratamento mais dolorido e demorado, além de deixar sequelas na maioria das vezes.
Dicas para proteger as crianças das queimaduras:
  1. Manter as crianças longe da cozinha e do fogão, principalmente durante o preparo das refeições.
  2. Cozinhar nas bocas de trás do fogão e sempre com os cabos das panelas virados para trás para evitar que as crianças alcancem e entornem os conteúdos sobre elas.
  3. Evitar carregar as crianças no colo enquanto mexe panelas no fogão ou manipula líquidos muito quentes. Até um simples cafezinho pode provocar graves queimaduras na pele de um bebê.
  4. Quando estiver tomando ou segurando líquidos quentes, fique longe das crianças.
    Nada de toalhas de mesa compridas ou jogos americanos. As mãozinhas curiosas podem puxá-las, causando escaldadura ou queimadura de contato.
  5. Banho do bebê: colocar a água fria primeiro e verificar a temperatura da banheira com o cotovelo ou dorso da mão.
  6. Não deixe as crianças brincarem por perto quando você estiver passando roupa nem largue o ferro elétrico ligado sem vigilância. Cuidado com os fios dos outros eletrodomésticos. Se possível, mantenha-os no alto.
  7. Fogos de artifícios devem ser manipulados por profissionais e NUNCA por crianças. Nas festas juninas não permita brincadeiras com balões ou de saltar fogueira
ATENÇÃO:
  • As crianças são mais vulneráveis à queimadura pelos seguintes características: pele mais fina que adultos e crianças mais velhas; sofrem queimaduras a temperaturas mais baixas e mais rápido que atinge maior profundidade e maior superfície do corpo; têm habilidade reduzida para escapar do perigo.
  • O fogo exerce uma atração quase mágica na infância. A “brincadeira” tende a começar no quarto, quando estão sozinhos com fósforos ou isqueiros, e se transformar em um incêndio de grande proporção;
  • As crianças que vivem em áreas rurais também correm risco de sofrer incêndios residenciais devido ao uso de candeeiro e fogão a lenha.

Eu me lembro de quando a Allany era pequena, mal andava, mas um segundo de descuido ela conseguiu jogar um bule de café no peito dela, eu estava no quarto enquanto minha mãe passava o café, ela estava na sala com minhas irmãs, mas elas me disseram que foi tão rápido. Não gosto nem de me lembrar desse dia, o desespero dela. Eu ja m ueimi com o café quando ele ainda está passando elo coador, aquele pó gruda e fica ardendo por dias, imaginem isso no peito de um bebê com menos de 2 anos. Por isso mamães, vamos ficar atentas ao nossos bebês. Beijos.

Guia para a Alimentação de Crianças Até Dois Anos - Passo 6

Por Denise Carceroni


Estimule o Consumo de Hortaliças e Frutas: estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições.

Revendo Seus Conhecimentos
As frutas e as hortaliças (legumes e verduras) são as principais fontes de vitaminas, minerais e fibra. Normalmente, os alimentos do grupo dos vegetais são inicialmente pouco aceitos pelas crianças
porque, em parte, a criança pequena tem a propensão de aceitar melhor alimentos doces.
Técnicas inadequadas usadas na introdução dos alimentos complementares, podem também prejudicar a aceitação desses alimentos como:
A desistência de oferecer os alimentos que a criança
não aceitou bem, nas primeiras vezes, por achar que ela não os aprecia;
O uso de misturas de vários alimentos, comumente liquidificados, dificultando à criança testar os diferentes sabores e texturas dos novos alimentos que estão sendo oferecidos;
A substituição da refeição por bebidas lácteas quando ocorre a primeira recusa do novo alimento pela criança.
Já foi demonstrado cientificamente que a criança, mesmo pequena, condiciona-se à oferta
de um substituto para a alimentação recusada. O hábito alimentar da família que não inclui, diariamente, hortaliças e frutas.      

O que a Mãe Deve Saber
  • Se a criança recusar determinado alimento, oferecer novamente em outras refeições. Lembrar que são necessárias, em média, oito a dez exposições a um novo alimento para que ele seja aceito pela criança.
  • No primeiro ano de vida não se recomenda que os alimentos sejam muito misturados, porque a criança está aprendendo a conhecer novos sabores e texturas dos alimentos. Oferecer uma fruta, um legume ou uma verdura de cada vez, na forma de papa ou purê; Quando oferecer mais de uma fruta ou legume por refeição, eles devem ser amassados e colocados em porções separadas. Assim, o seu paladar será melhor percebido pela criança.
  • Quando a criança já senta à mesa, o exemplo do consumo desses alimentos pela família vai encorajar a criança a consumi-los.
  • A criança que come desde cedo, frutas, verduras e legumes, variados, recebe maiores quantidades de vitamina, ferro e fibras, além de adquirir hábitos alimentares saudáveis.
  • Com pequenas porções de alimentos adequados e em apenas uma refeição é possível aumentar significativamente o aporte de proteína e ferro, além de sua biodisponibilidade.
Fonte:http://criandocriancas.blogspot.com.br

Guia de Alimentação até 2 anos - passo 1
Guia de Alimentação até 2 anos - passo 2
Guia de Alimentação até 2 anos - passo 3
Guia de Alimentação até 2 anos - passo 4
Guia de Alimentação até 2 anos - passo 5

Guia para a Alimentação de Crianças Até Dois Anos - Passo 5

alimentos-coloridos
Por Denise Carceroni
Ofereça uma Alimentação Colorida: oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida.
Revendo Seus Conhecimentos Os nutrientes estão distribuídos nos alimentos de forma variada. Os alimentos são classificados em grupos, de acordo com o nutriente que apresenta em maior quantidade. Alimentos que pertencem ao mesmo grupo podem ser fontes de diferentes nutrientes.
Exemplo: Grupo das frutas: o mamão é fonte de vitamina A e o caju é fonte de vitamina C.
Todos os dias devem ser oferecidos alimentos de todos os grupos e variar os alimentos dentro de cada grupo. A oferta
de diferentes alimentos, durante as refeições, como frutas e papas salgadas, vai garantir o suprimento de todos os nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento normais.
As carnes e o fígado além de conter o ferro orgânico de alto aproveitamento biológico facilitam a absorção do ferro inorgânico contido nos vegetais e outros alimentos, mesmo que adicionadas em pequenas porções. O fígado é também uma excelente fonte de vitamina A.
O feijão e outras leguminosas também são importantes fontes de ferro inorgânico.
O que a Mãe Deve Saber
  • Oferecer duas frutas diferentes por dia, selecionando as frutas da estação, principalmente as ricas em vitamina A, como as amarelas ou alaranjadas.
  • Introduzir um alimento novo a cada dia;
  • Escolher um alimento de cada grupo da Pirâmide Alimentar Inantil para o preparo das papas salgadas, variando a escolha a cada refeição.
  • Sempre que possível, oferecer carne nas refeições.
  • Quando não for possível a presença da carne nas refeições, oferecer de 50 ml a 100 ml de suco de frutas ricas em vitamina C, logo após o término da ingestão alimentar, para facilitar a absorção do ferro inorgânico;
  • Oferecer os vegetais folhosos verde-escuros que são importantes fontes de ferro, associados a uma pequena porção de carne ou a alimentos ricos em vitamina C, para aumentar a absorção do ferro;

Guia para a Alimentação de Crianças Até Dois Anos - Passo 4

Por Denise Carceroni


Saiba que a Consistência da Alimentação Complementar é Importante.         

A alimentação complementar deve ser espessa desde o inicio e oferecida de colher; começar com consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família.    
É necessário que o profissional de saúde não utilize mais o termo sopa de legumes, pois este dá a idéia de consistência líquida e semilíquida, reforçando junto à mãe o uso dos termos papa ou comida.

O que a mãe deve saber

No início da alimentação complementar, os alimentos oferecidos à criança devem ser preparados especialmente para ela. Os alimentos devem ser bem cozidos. Nesse cozimento deve sobrar pouca água na panela, ou seja, os alimentos devem ser cozidos em água suficiente para amaciá-los.
Ao colocar os alimentos no prato, amassá-los com garfo. A consistência terá o aspecto pastoso (papa/purê). Não há necessidade de passar na peneira. A utilização do liquidificador é totalmente contra-indicada, porque a criança está aprendendo a distinguir a consistência, sabores e cores dos novos alimentos. Além do que, os alimentos liquidificados não vão estimular o ato da mastigação.
A partir dos 8 meses, algumas preparações da casa como o arroz, feijão, cozidos de carne ou legumes podem ser oferecidos à criança, desde que amassados ou desfiados e que não tenham sido preparados com condimentos (temperos) picantes.
Revendo seus conhecimentos
As dietas, quanto mais espessas e consistentes apresentam maior densidade energética (caloria/grama de alimento) do que as dietas diluídas, do tipo sucos e sopas ralas.
Como a criança tem capacidade gástrica pequena e consome poucas colheradas no início da introdução dos alimentos complementares, é necessário garantir o aporte calórico com papas de alta densidade energética.
Aos seis meses, a trituração complementar dos alimentos é realizada com as gengivas que já se encontram suficientemente endurecidas (devido a aproximação dos dentes da superfície da gengiva). A introdução da alimentação complementar espessa vai estimular a criança nas funções de lateralização da língua, jogando os alimentos para os dentes trituradores, e no reflexo de mastigação.
Com oito meses, a criança que for estimulada a receber papas com consistência espessa, vai desenvolver melhor a musculatura facial e a capacidade de mastigação. Assim, ela aceitará com mais facilidade a comida da família a partir dessa idade.
Não oferecer, como refeição, alimentos líquidos de baixa densidade energética do tipo sopas e sucos.
A alimentação oferecida à criança deve ser, desde o início, espessa sob a forma de papas e purês porque garante a quantidade de energia que ela precisa para ganhar peso e ter saúde.
Recomendações para a papa salgada
a) Cozinhar bem todos os alimentos, para deixá-los bem macios.
b) Amassar com garfo, não liquidificar e não passar na peneira.
c) A papa deve ficar consistente, em forma de purê grosso.
d) oferecer a primeira papa salgada no almoço e quando o bebê
tiver 7-8 meses oferecer outra papa salgada no jantar.

Guia para a Alimentação de Crianças Até Dois Anos - Passo 3

Guia para a Alimentação de Crianças Até Dois Anos - Passo 3
Por Denise Carceroni
Respeitando Gostos e Quantidades de Alimentos.
  A alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança.
Revendo Seus Conhecimentos

A criança amamentada desenvolve muito cedo a capacidade de auto-controle sobre a ingestão de alimentos, segundo suas necessidades, pelo aprendizado da saciedade, após a comida, e da sensação fisiológica da fome durante o período de jejum.
Mais tarde, dependendo dos alimentos e da forma como lhe são oferecidos, também desenvolvem o auto
-controle sobre a seleção dos alimentos. Portanto, a prática das mães/pais ou dos profissionais de saúde que adotam esquemas rígidos de alimentação prejudica o adequado desenvolvimento do auto-controle da ingestão alimentar pela criança.
Ressalta-se ainda que a criança que inicia a alimentação complementar está aprendendo a testar novos sabores e texturas de alimentos e que sua capacidade gástrica é pequena. Após os seis meses, a capacidade gástrica do bebê
é de 20-30ml/Kg de peso.
São vários os fatores que podem fazer com que as mães/pais interfiram no auto-controle da criança pela demanda por alimentos. Entre eles, destacam-se:
O desconhecimento do comportamento normal da criança, ainda enquanto bebês, por parte de mães/pais. A dificuldade destes para distinguir o desconforto sentido pela criança em decorrência da sensação de fome, daqueles causados por outros tipos de fatores como sede, incômodo causado por fraldas sujas e molhadas, calor ou frio, necessidade de carinho e presença da mãe/pai. Assim, as mães/pais podem se ver tentados a oferecer alimentos a toda hora, mesmo quando a criança não tenha fome.
Geralmente há uma expectativa muito maior sobre a quantidade de alimentos que os filhos necessitam comer. Assim, a oferta de um volume maior de alimentos que a capacidade gástrica da criança pequena, resulta na recusa de parte da alimentação e conseqüentemente no aumento de ansiedade por parte dos pais. Por outro lado, no caso da criança maior este comportamento pode ser um fator de risco para ingestão alimentar excessiva e sobrepeso da criança.
O tamanho da refeição está relacionado positivamente com os intervalos entre as refeições. Isto é, grandes refeições estão associadas a longos intervalos e vice-versa.
O bebê deve receber alimentos quando demonstrar fome. Horários rígidos para a oferta de alimentos prejudicam a capacidade da criança de distinguir a sensação de fome e de estar satisfeito após a refeição


O que a mãe deve saber
  • Distinguir o desconforto da criança com fome de outras situações como, sede, sono, frio, calor, fraldas molhadas ou sujas e não oferecer comida ou insistir para que a criança coma, quando ela não está com fome.
  • Oferecer a alimentação complementar regularmente, sem rigidez de horários, nos períodos que coincidem com o desejo de comer demonstrado pela criança. Após a oferta dos alimentos, a criança deve receber leite materno, caso demonstre que não está saciada.
  • Oferecer as três refeições complementares (no meio da manhã, no almoço, no meio da tarde) para crianças em aleitamento materno; para aquelas já desmamadas, adicionar mais duas refeições: no início da manhã e no meio da tarde ou início da noite.
  • São desaconselháveis práticas nocivas de gratificação (prêmios) ou coercitivas (castigos) para conseguir com que as crianças comam o que eles (os pais) acreditam que seja o necessário para ela, são desaconselháveis.
  • Algumas crianças precisam ser estimuladas a comer, nunca forçadas.

Alimentação complementar das crianças entre 6-7 meses em aleitamento materno
  • Aleitamento materno livre demanda
  • 1 papa de frutas no meio da manhã
  • 1 papa de frutas no final da manhã
  • 1 papa de frutas no meio da tarde

Obs. A partir do oitavo mês, substituir uma papa de frutas do meio da tarde pela papa salgada.

Carta da Nona Lua – O parto tem seu próprio tempo

por Flávia Penido em 09/05/2010


Sinto que você está chegando, meu corpo vem me dando seus sinais. Foram nove meses de comunhão, dias melhores, outros piores, agora chegam ao fim. Quem venha com o tempo, que venha com a lua, que venha! Já te aguardo, te pressinto. Confesso para ti, somente para ti, confesso que já me sinto ansiosa pela sua chegada. Meu corpo todo sente o seu peso, e já está tão difícil mover quanto ficar quieta.
Respiro fundo e suspiro, nascer é tempo sem hora.Aguardo você sentir-se pronto, pronto para respirar por si só. Saiba que eu mesma já me sinto inteiramente pronta. Durante os nove meses eu estive ocupada, sim, eu sei. Também durante nove meses eu me acostumei à sua presença em mim. Tive bastante chance de me preparar, a mente teve seu tempo de absorver as mudanças que trará para minha família. Sinta-se desejado e amado, meu bebê, por todos nós. Desejo-te.
Pressa? Não eu não tenho pressa, para que andar depressa? Quero que venha, mas que venha na sua hora. Não existe hora marcada, não marquei na agenda. Sem nenhum compromisso, que seja pelo nosso desejo mútuo.
Quando meu corpo e você estiverem em trabalho parto, vamos nos repartir, você vai partir para uma nova jornada, é uma viagem intensa, procure a luz, procure o caminho que te ofereço em meu corpo.Não tema essa viagem, porque estou sempre contigo. Despeço-me da barriga linda e grande, você se despede do interior do meu corpo. Mas nos encontramos aqui deste lado, em uma nova e longa aventura. Começa em um grande deleite. Sinta o amor que confirmo ao colocar minhas mãos em meu ventre, sinta o calor que emana. Este calor destas mãos você vai sentir aqui fora. Pode vir, garanto que estou aqui.
Sem pressa para essa viagem, criança, sem pressa. Venha surfando em onda esplêndida, venha no ritmo que imprimimos juntas, somente nós duas. Você e eu temos todo o tempo, todo o espaço para essa caminhada. Temos bola, temos água, temos de tudo! O tempo e espaço do parto é nosso, só nosso. É o meu parto e o seu nascimento. A dinâmica será somente nossa e sem artifícios exteriores, creia em mim, eu lhe prometo que será nossa e de mais ninguém. Como estou tão segura? Por que desta vez eu fiz as escolhas que me aprazem desde o começo, ouvindo meu mais intimo desejo! Sim, você já sabe disto, eu ouvi os meus medos e procurei sua cura, procurei sanar suas carências.Impedi também que medos alheios me assombrassem.Cá estou pronta para a entrega. Ninguém vai precisar nos ajudar nessa viagem de partida e de chegada. Você pode ouvir a calma e potente batida do meu coração. Então, prepara-se e dê o sinal! Venha na lua que te escolher e venha com vontade de me ver, olhe para a luz!
Tempo e Espaço
O Parto tem seu próprio tempo
Tempo frugal
Tempo sem pressa
Tempo que se acha
Tempo que se dá
Tempo que procria
Tempo que se cria
Tempo que se cri- ança
Tempo que se cansa
Tempo que se dança
Tempo que deságua
Tempo sem mágoa
Tempo que demora
É tempo sem hora…
O parto tem seu próprio espaço
Espaço sem lugar
Espaço de esperar
Espaço que se faz
Espaço que se abre
Espaço que se tem
Espaço que contém
Espaço que se dança
Espaço que se água
Espaço que se bola
Espaço que rebola
Espaço que se embola
Espaço de ir embora
É espaço de ir, em boa hora
Tempo sem drama
Espaço de trama
Hora de criança
Lugar de mulher
 
Autora: Flávia Penido

Guia para a Alimentação de Crianças Até Dois Anos - Passo 1

Por Denise Carceroni

Dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento.

Revendo seus conhecimentos Para que o aleitamento materno exclusivo seja bem sucedido é importante que, além da mãe estar motivada, o profissional de saúde saiba orientá-la e apresentar propostas para resolver os problemas mais comuns enfrentados por ela durante a amamentação. Porque as mães oferecem chás, água ou outro alimento?
Porque acham que a criança está com sede; para diminuir as cólicas; para acalmá-la a fim de que durma mais, ou porque pensam que seu leite é fraco ou pouco e não está sustentando adequadamente a criança. Nesse caso, é necessário admitir que as mães 
não estão tranqüilas quanto a sua capacidade para amamentar. É preciso orientá-las:
  • Que o leite dos primeiros dias pós-parto, chamado de colostro, é produzido em pequena quantidade, e é o leite ideal nos primeiros dias de vida, principalmente se o bebê for prematuro, pelo seu alto teor de proteínas.
  • Que o leite materno contém tudo o que o bebê necessita até o 6 º mês de vida, inclusive água. Assim, a oferta de chás e água é desnecessária, e pode prejudicar a sucção do bebê, fazendo com que este mame menos leite materno, pois o volume desses líquidos irá substituí-lo. Esses representam um meio de contaminação que pode aumentar o risco de doenças. A oferta desses líquidos em chuquinhas ou mamadeiras faz com que o bebê engula mais ar (aerofagia) propiciando desconforto abdominal pela formação de gases, e consequentemente, cólicas no bebê. Além disso, instala-se a confusão de bicos na hora de mamar no peito, dificultando a pega correta da mama pelo bebê .
A pega errada vai prejudicar o esvaziamento total da mama, impedindo que o bebê mame o leite posterior (leite do final da mamada) que é rico em gordura, diminuindo a saciedade e encurtando os intervalos entre as mamadas. Assim, a mãe pode pensar que seu leite é insuficiente e fraco. Esses intervalos mais curtos entre as mamadas levam ao aumento da fermentação da lactose (açúcar do leite), agravando as cólicas do bebê.
Se as mamas não são esvaziadas de modo adequado ficam ingurgitadas, o que pode diminuir a produção de leite. Isso ocorre devido ao aumento da concentração de substâncias inibidoras da produção de leite.       

O que a mãe deve saber
  • Que o leite materno contém a quantidade de água suficiente para as necessidades do bebê, mesmo em climas muito quentes.
  • A oferta de água, chás ou qualquer outro alimento sólido ou líquido, aumenta a chance do bebê adoecer, além de substituir o volume de leite materno a ser ingerido, que é mais nutritivo.
  • O tempo para esvaziamento da mama, depende de cada bebê; há aquele que consegue fazê-lo em poucos minutos e aquele que o faz em trinta minutos ou mais.

Sinais indicativos de que a criança está mamando de forma adequada
  • Boa pega
  • O queixo está tocando o seio
  • Lábio inferior virado para fora
  • Há mais aréola visível acima da boca do que abaixo
  • Ao amamentar, a mãe não sente dor no mamilo

Boa posição
  • O pescoço do bebê está ereto ou um pouco curvado para trás, sem estar distendido
  • A boca está bem aberta
  • O corpo da criança está voltado para o corpo da mãe
  • A barriga do bebê está encostado no tórax da mãe
  • Todo o corpo do bebê recebe sustentação
  • O bebê e a mãe devem estar confortáveis

Produção versus ejeção do leite materno         

A produção adequada de leite vai depender predominantemente da sucção do bebê (pega correta, freqüência de mamadas), que estimula os níveis de prolactina (hormônio responsável pela produção do leite). Entretanto, a produção de ocitocina que é responsável pela ejeção do leite é facilmente influenciada pela condição emocional da mãe (auto-confiança). A mãe pode referir que está com pouco leite. Nesses casos, geralmente, o bebe ganha menos de 20g por dia, molha menos de seis fraldas por dia e, ao toque, as mamas da mãe apresentam-se flácidas. O profissional de saúde pode reverter essa situação orientando a mãe a colocar a criança mais vezes no peito para amamentar inclusive durante a noite, observando se a pega do bebe está correta.       

Ao amamentar
  • A mãe não deve ficar cansada, as costas precisam estar apoiadas em um sofá ou poltrona e o bebê apoiado sobre o colo materno. O uso de almofadas ou travesseiros pode ser útil;
  • Ela não deve sentir dor, se isso estiver ocorrendo, significa que a pega está errada.
  • A mãe que amamenta deve beber no mínimo, um litro de água pura diariamente e estimular o bebê a sugar corretamente e com mais freqüência (inclusive durante a noite).

2 de fev. de 2013

Bateu a cabeça. O que fazer?

Bateu a cabeça. O que fazer?
Por Denise Carceroni
É muito comum que as crianças, principalmente as menores, caiam e batam com a cabeça. Elas ficam aos prantos e nós ficamos desesperadas! O que fazer nessa hora?
A mamãe sempre se perguntam se existe alguma coisa para passar nos "roxos e galinhos". Seguem as dicas para vocês também!
Fazer uma compressa gelada no local por 15 - 20 minutos e repetir o procedimento após 20 minutos, é o indicado nesses casos. O gelo é anestésico e causa vasoconstrição, fazendo com que o edema (inchaço) seja menor e também o aspecto arrocheado. Não há necessidade de aplicar qualquer tipo de gel. Existem pomadas indicadas para hematomas, mas consulte o pediatra e verifique as indicações de uso.

Alguns cuidados são interessantes para minimizar os acidentes:
  1. Retire tapetes e objetos pontiagudos (mesas, cadeiras) do local onde a criança está brincando, utilize equipamentos que melhorem a segurança do ambiente;
  2. Evite o uso daqueles "andadores", as quedas são muito freqüentes;
  3. Quando estão aprendendo a andar, os calçados as vezes atrapalham mais do que ajudam, verifique se estão bem justos aos pés;
  4. Cuidado com o uso de meias e pantufas, certifique-se que possuem antiderrapante ou deixe seu filho descalço;
  5. Nos parquinhos certifique-se que o piso é adequado, seja de grama, areia ou emborrachado.
No caso de batidas na cabeça, mantenha a calma, por mais que a criança chore, por mais grave que possa parecer!
Leve imediatamente ao Pronto Socorro quando, nas primeiras 12 horas:
  • Ocorrer desmaio,
  • vômito,
  • tontura,
  • desorientação,
  • dores de cabeça,
  • fala inarticulada,
  • dificuldade para andar.
Não force a criança a ficar acordada se estiver no horário de dormir, alguns médicos recomendam acordá-la de hora em hora nas primeiras 4h, e verificar se está respondendo bem ao ser estimulada.
Procure lembrar-se da maior quantidade de detalhes possíveis para ajudar no dignóstico médico:
  • como ocorreu o acidente;
  • quando;
  • qual a altura da queda;
  • em qual superfície ele bateu;
  • quais as alterações de comportamento;
  • aparecimento de inchaço em outras partes do corpo.
Fique sempre por perto, de olho nos pequenos, mas permita que eles explorem todas as possibilidades de movimento, pois será muito importante para seu desenvolvimento motor. As quedas fazem parte desse processo e na maioria das vezes não oferecem risco. Na dúvida, consulte um médico.

MINHA EXPERIÊNCIA
Aqui vai uma experiência minha com Cecília. Em Outubro do ano passado eu tive de levala para Curitiba para passar om um neurologista pediátra, pois aqui não temos um. Bem, no dia 06 de Outubro, a minha sobrinha Andressa foi nos buscar para passear com o Rudy, fomos ao shopping, fomos ver a Andréa, e na volta para casa, sentamos todos na sala para conversar, quando a Andressa e o Rudy se despediram para ir embora, eu me levantei para me despedir, minha mãe também se levantou e de repente o susto! Cecília também quis se levantar, mas como ela não sabia fazer isso, se atirou com o rosto no chão, ela foi rápida, colocou as mãos na frente do rosto, mas o susto oi grande, ela gritou tanto, eu também chorei junto com ela, mas fiquei somente observando ela, caso tivesse alguma alteração, mas graças à Deus foi só o susto, e que susto, ela passou no neurologista e está tud bem com ela, ele pediu outras avaliações de ortopedista e endocrionologista, mas está tudo bem com ela. Todos os exames que pediram deram normais. Hoje ela se levanta e está treinando para logo logo me deixar maluca correndo pela casa, la já anda por tudo se apoiando nos móveis, e quando ela não consegue passar de um móvel para outro ela se senta e se arrasta até o outro, então se levanta e começa tudo de novo. Ontem ela subiu no sofá sozinha, o que me arrepiou, pois quando foi sentar ela estava na beirinha e poderia ter caido de novo, mas minha mãe a segurou e ficou tudo bem. O melhor é nunca entramos em desespero, assim como nós temos, não vamos conseguir livrar nossos filhos das cicatrizes, pelo contrário, isso faz parte do nosso crescimento. Beijos e nos contem suas experiências de susto com seus bebês. Beijos

Lauri Sandra
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